Você foi embora

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Você foi embora. Você escolheu ir.
Talvez ficar nunca tenha sido uma opção e eu nunca tenha sido uma opção.
Prometi mais de uma vez que não te deixaria. Mesmo sendo insuportável, você não merecendo e as vezes eu estando sem forças pra permanecer. Eu não ia entrar pra lista de pessoas que desistiram de você.
Sabíamos que só iríamos acabar, quando você fosse embora e você foi.
Sem aviso prévio, sem despedida e sem olhar pra trás. 
Parte de você já estava em outros lugares, quando ainda estava comigo.
E quando eu pisquei, você se foi por completo.
Você sempre deixou claro que iria voar, mas eu pensei por algum tempo que você fosse me levar junto.
Mas não foi assim.
Eu acordei um dia, apalpei o travesseiro e você não estava mais lá. Suas roupas, seu computador, seus livros, nossas histórias e o que éramos não estava mais nada lá. 
Só o vazio.
O buraco.
A falta.
Do mesmo jeito que você chegou na minha vida, você decidiu sair dela também, sem aviso e sem perguntar se tudo bem você fazer isso.
Você só foi. 
A gente nem se despediu.
Você lembra do nosso último beijo? Foi um beijo com gosto de até mais tarde e não de adeus.
A gente merecia um último beijo.
Mas você se foi.
Escolheu ir.
Escolheu outra pessoa.
Escolheu outra história.
Escolheu não se importar ou lembrar.
E tudo bem, não espero desculpas. Ninguém tem que se desculpar por não sentir.
Eu só queria que você tivesse me escolhido como eu sempre te escolhi. 
Mas você foi embora.
Levou suas roupas, escova de dentes, o quadro que pintei de você e pedaços de mim que eu nem sabia que existiam. 
Você se foi.
Me deixou.
Nos deixou.
Eu fiquei sabendo que você está bem e que perguntou de mim esses dias.
Eu ainda tô aqui, ainda lembro muito de você. Mais do que deveria.
Eu criei raízes por aqui e estou me refazendo longe de você. 
Tô me preparando pra ser um lar melhor do que fui pra você. 
Pra que um dia alguém me escolha.
Escolha ficar.
Escolha tentar.
Escolha lutar.
Escolha não ter que me dar um último beijo. 
Escolha fazer o contrário do que você fez.
Chay Rodrigues, 20 anos, Curitibana, graduanda de Tecnologia em Comunicação Institucional, apaixonada por conhecer e escrever novas historias. (1)
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Quanta violência você já sofreu por ser mulher?

Quando eu digo digo violência, não me refiro só a física. Mas sobre qualquer tipo.

Quantas vezes você trocou de roupa porque aquele shorts era muito curto, o vestido era muito pra cima do joelho ou a camiseta era muito decotada? E vestindo qualquer roupa assim poderiam dizer que você estava pedindo pra ser assediada. 

Ou quantas vezes seu coração ficou pequeno, quando numa rua escura você escutou passos atrás de você e ficou com medo de ser abusada, assaltada ou morta? 

E se colocarmos aqui todas as vezes que você foi obrigada a sentir os olhares sujos, safados e nojentos para você? 

E todas as vezes que você escutou aqueles comentários horríveis na volta da faculdade, trabalho ou academia?

Todos os dias temos nossa dignidade e moralidade invadidas de formas diferentes e repetidas vezes. 

E nos calamos. Calamos porque talvez ninguém nos entenda. Nem mesmo outras mulheres que passam por isso, pois parecemos já estar no automático. Dizemos para nós mesmas e  uma para as outras que é normal 

Mas amigas, não é normal escutar essas coisas, receber esses olhares, usar calça ao invés de vestido no calor, o coração ficar pequeno quando um homem senta do nosso lado no ônibus e apressar o passo quando vemos um homem atrás da gente numa rua escura. Não é normal.

A cultura que temos é que essas coisas são normais. Desde que mulher é mulher a gente escuta que essas coisas acontecem e não temos o que fazer. Que não podemos fazer nada pra mudar. 

Mulheres, nós podemos sim. E nós vamos sim. A qualquer ameaça de violência grite o mais alto que puder, revide as coisas nojentas que você escuta e reaja sempre que se sentir violentada. Não importa a forma, seja ela verbal, visual, escrita, sentimental ou psicológica. Reaja. 

Reaja por você, por mim, pelas  mulheres que existem e por todas aquelas que existirão depois de nós. Para que todas elas saibam que não é normal sofrer por ser mulher, que não é normal ser violentada todos os dias de formas diferentes.

Lute para que a realidade seja diferente, que as futuras mulheres não cresçam com a mentalidade de  que é normal e sofram o que nós sofremos.

Lute sempre, defenda uma de nós no ônibus, na rua, na sua casa ou na faculdade. Não importa onde. Não se cale a violência alheia, porque a violência contra uma mulher, não é só contra uma mulher, é contra todas nós. 

Reaja. Por você, por mim e por todas nós.  

Chay Rodrigues, 20 anos, Curitibana, graduanda de Tecnologia em Comunicação Institucional, apaixonada por conhecer e escrever novas historias. (1)

Para todas as ex, atuais e futuras namoradas dos meus amigos

Acredito que quase todas vocês em algum momento da vida já me detestaram e talvez algumas ainda me detestem. Eu sei que é difícil e complicado, mas gostaria de que me dessem um pouco de atenção agora.

Conheço o ex, atual ou futuro namorado de vocês provavelmente de muitos outros carnavais, alguns faz tanto tempo que eu nem me lembro mais quando foi.

E como vocês sabem, quando a gente é amigo de alguém por muito tempo, acabamos criando pontes indestrutíveis e é exatamente isso que acontece.   

Cada amigo é um pedaço meu e acredito que eu também seja um pedaço de cada um deles, assim como vocês foram, são ou serão. E quando vocês aceitaram se relacionar com eles, estavam aceitando ( ainda que indiretamente) a minha presença. Assim como eu, sempre aceitei a de vocês, sem questionar ou criticar. 

Nunca quis ser considerada uma ameaça e nem fazer com que vocês ficassem com ciúmes. Mas mesmo assim a minha existência parecia e parece amedrontar vocês. 

Perdi as contas de quantas vezes fui motivo de términos, tempos e coisas do tipo. Só pelo fato de não abrir mão de manter meus amigos na minha vida depois que vocês chegaram.

Vocês já pararam pra pensar como é horrível perder um amigo, só porque a namorada que nunca nem se quer te deu a chance de se apresentar não gosta de você? Ou porque ela acha que vocês tiveram ou ainda tem um caso? 

Ou já pararam pra pensar que se fosse pra ter rolado alguma coisa, já teria rolado antes de vocês se conhecerem? 

Eu sou mulher também e nunca faria nada que não gostaria que fizessem comigo.

Não tornem a minha presença ou a minha amizade um peso no relacionamento de vocês ou para o namorado de vocês. 

Acostumem-se com as minhas mensagens, áudios, memes e saídas com eles. Eles já eram meus amigos antes de serem os namorados de vocês. 

Não me detestem sem ao menos tentar me conhecer! 

Chay Rodrigues, 20 anos, Curitibana, graduanda de Tecnologia em Comunicação Institucional, apaixonada por conhecer e escrever novas historias. (1)

 

 

 

Eu ainda vou te esquecer

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fonte: f-o-t-o-s.tumblr.com

Eu ainda vou te esquecer. 
Não vai ser essa semana, talvez não seja mês que vem e nem se se vai ser esse ano. Mas um dia isso vai acontecer. Tem que acontecer. 
Ainda vou passar pelo lugar do nosso primeiro beijo e não vou pensar em você.
Vou conseguir passear naquele shopping sem que cada vitrine pareça ter um pouco de você ou pensar que aquela roupa ficaria ótima em você, conseguirei frequentar aquele restaurante sem esperar que você apareça como de costume levantando as sobrancelhas e sorrindo ao me ver, conseguirei rir de uma piada sem ter vontade de te contar depois, passarei aquele perfume que você tanto gostava sem a expectativa que você vai me abraçar e sentir ele, viajarei pra perto de onde cresceu e não pensarei em ir te visitar, não procurarei seu ombro para me encostar na volta pra casa de ônibus, visitarei aquela amiga que mora na sua rua sem sentir vontade de te encontrar casualmente por lá. Usarei aquele vestido preto, sem lembrar o quanto você adorava me ver com ele e também passarei meu batom vermelho sem pensar nos inúmeros comentários que você fazia.
Vou chegar em casa e não vou querer te contar do meu dia e nem perguntar do seu. 
Vou conseguir fazer planos e não te incluir neles, irei no show daquela banda que conhecemos juntos e não vou pensar em te ligar no refrão da nossa música. Porque talvez eu já nem lembre qual era a nossa música. 
Vou virar o pé e não lembrarei que você achava bonitinho eu ser desastrada, vou ver caminhões, gatos e livros de exatas com nomes difíceis e garanto que você não vai passar pela minha cabeça. 
Eu ainda vou esquecer você. 
Pelo menos é isso que vou dizer quando me perguntarem. Que eu esqueci você, da gente e que esquecer é normal. E que se eu não esqueci, eu ainda vou esquecer. Todo mundo esquece alguém ou algo quando quer.
Eu não te esqueci ainda, talvez leve dias, meses, anos ou uma vida toda. 
Mas se eu não conseguir. Eu esqueço que não consegui e finjo que esqueci.
Quem sabe de tanto tentar, um dia eu te esqueço de verdade.
Chay Rodrigues, 20 anos, Curitibana, graduanda de Tecnologia em Comunicação Institucional, apaixonada por conhecer e escrever novas historias. (1)

Você pode ir agora

 

Você pode ir, se quiser. 

Soltei aquela corda que estava mantendo a gente junto e com ela soltei também da sua mão. 

Você não precisa mais ficar. Faz algum tempo que sinto que você quer ir e tento fazer com que fique mais. Porque deixar você ir pra longe, seria o mesmo que desacreditar no que eu queria pra gente. O que a gente tem é uma coisa tão bonita, que nunca consegui abrir mão e te deixar seguir sem mim. 

Você se afastava e eu dava um jeito de traze-lo outra vez.

Mas li em algum lugar que se você tem que puxar alguém para ficar na sua vida, é porque a pessoa não quer e talvez nunca tenha querido estar lá. Então, deve deixa-la ir. 

E hoje eu soltei a sua mão, separei nossas histórias e te deixei solto. 

Talvez você já tenha começado uma história com outra pessoa, se isso for verdade e você encontrou nela um lugar que quer permanecer por querer, é com ela que você deve ficar. 

Quando eu olhei pra você e seus olhos castanhos da cor do infinito me encaravam sem entender porque eu estava soltando sua mão, eu pensei em voltar atrás. Porque a ideia de não ter esses olhos me encarando outras vezes, me apertava o coração. 

Mas você tem que ir, precisa entender seus próprios sentimentos e se um dia você voltar, tem que ser pra ficar porque quer. 

Mas eu sei que não é fácil, eu também não queria que fosse assim. Mas é injusto eu receber tão pouco e você não saber lidar com tanto. 

A gente merece mais. 

Leve o tempo que precisar e pense o quanto quiser. Não garanto que estarei aqui na volta. Mas também não digo que não estarei. Isso é só o tempo que vai dizer.

Só não quero ficar nesse ciclo vicioso de te ter e não te ter. De segurar alguém que na minha vida, que não quer estar aqui mais. De te puxar toda vez que te sinto longe.

O começo vai ser torturante, mas preciso me recompor e aceitar que vai ser melhor assim. Preciso conseguir olhar pra você e não enxergar as milhares de possibilidade que tínhamos e tivemos que deixar pra trás, te olhar e não pensar que um dia você vai acordar e ver que somos jovens e podemos tentar. Eu tenho que conseguir te olhar e não sentir que desisti por ser fraca ou por motivos pequenos.

Tenho que te olhar e não lembrar só dos nossos melhores momentos, tenho que lembrar daqueles que eu queria tanto que acontecessem e você evitou porque fazer determinadas coisas comigo, poderiam me fazer pensar que tínhamos um relacionamento.

Tenho que lembrar de todas as vezes que escondi a vontade de chorar quando alguma coisa que você fazia não me agradava, a sensação de soco na boca do estomago quando te vi com outra pessoa, de todas as vezes que entendi suas desculpas e das vezes que inventei desculpas para justificar a sua falta de interesse.

Eu não quero te esquecer, só não quero me lembrar tanto de você agora. Pois cada vez que lembro, tenho uma vontade absurda de te ligar e dizer que quero tentar outra vez. E eu jurei que não te puxaria outra vez pra minha vida.

Você já estava longe, antes mesmo de eu decidir te soltar. Talvez você só não tenha reparado.

Eu gosto de você e é por isso que te deixo livre. Se sentir vontade de voltar, você sabe onde me encontrar.

Chay Rodrigues, 20 anos, Curitibana, graduanda de Tecnologia em Comunicação Institucional, apaixonada por conhecer e escrever novas historias. (1)

DIY: CANECA PERSONALIZADA

Está querendo dar um presente exclusivo e com um toque seu para alguém especial? Tenho a solução. E o melhor: você vai surpreender gastando pouco! 
Estou falando de canecas personalizadas. Isso mesmo que você leu. Quer saber como? Continue lendo. 
Você precisará de :14799945_976635982448099_329919162_o
  • Uma caneca branca
  • Papel Manteiga ou carbono
  • Lápis de escrever ou lapiseira
  • Moldes
  • Caneta Permanente
  • Tesoura
  • Durex

 

 

Escolhido e cortado o molde que você quer, passe do lado contrário para o papel manteiga (colocar o celular/tablet na parte de baixo em uma tela branca auxilia na visibilidade do desenho),  em seguida grude o papel manteiga com o lado do desenho na caneca, onde você quer que ele fique e passe o lápis com força por cima do papel. Depois retire o papel e faça o contorno do desenho usando a caneta permanente, se preferir faça o preenchimento do desenho.
Caso você erre o contorno, no problem. Pegue um pouco de álcool com um algodãozinho e remova o erro.
Por fim, coloque sua caneca numa forma com um pouco água em um formo pré aquecido á 180º/200º por em média 30 minutos. Só retire a caneca do forno quando estiver fria. Se achar pertinente pode passar o verniz, para uma durabilidade maior.
O resultado é incrível! Qualquer duvida ou sugestão pode ser deixada nos comentários!
Até a próxima, gente!
Chay Rodrigues, 20 anos, Curitibana, graduanda de Tecnologia em Comunicação Institucional, apaixonada por conhecer e escrever novas historias. (1)

Dois desconhecidos que se conhecem muito bem

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fonte: ssomebody.tumblr.com

Qualquer um que nos vê no mesmo ambiente, diz sem pensar duas vezes que somos dois desconhecidos. Nem imaginam que somos desconhecidos que se conhecem muito bem.
Por circunstâncias que talvez eu nunca entenda, acabamos nos tornando só sombra, lembranças e fragmentos de uma história que podia ter dado certo e tido outra continuação.
A gente passa um pelo outro e sem que digamos nada, conversamos com olhares todos aqueles assuntos que nossos corações tem vontade de falar e a boca não tem coragem de dizer.
Seguimos outras direções, encontramos outras pessoas e talvez não sejamos mais quem costumávamos ser.
Mas mesmo com tudo isso, é o meu olhar que você procura no meio das pessoas e é o seu que eu procuro também.
Quando nossos olhares se encontram, meu coração aquece e sou invadida por uma felicidade inexplicável.
É como receber um abraço de alguém especial, é sentir a calmaria no meio da tempestade e é como voltar pra casa.
Eu sei que você se sente assim também e você nunca precisou me dizer.
Nossos olhares dizem tanto e tem tanto para dizer ainda.
Eu sei que não importa quantos anos passem, quanto a gente mude, se mudaremos de cidade ou com quantas pessoas nos relacionaremos. Sempre procurarei seus olhares no meio da multidão e quando os encontrar prometo entender cada um deles. Porque é isso que nós temos, somos e nos tornamos.
Isso faz parte da linda história que construímos e que ainda que desse jeito singelo vive em nós.
Me olha agora, estou olhando pra você.
Chay Rodrigues, 20 anos, Curitibana, graduanda de Tecnologia em Comunicação Institucional, apaixonada por conhecer e escrever novas historias. (1)