Você é só um pedaço da minha história.

Doeu. Como doeu, C.
Doeu todas as manhãs quando apalpei o travesseiro e você não estava aqui, todas as vezes que tomei banho e não escutei você reclamando da minha demora. Doeu também fazer todas as tarefas diárias que fazíamos juntos, ir aos nosso lugares, ir aos shows que planejamos ir juntos. Doeu usar a torradeira amarela que você comprou, aquela maldita torradeira amarela, eu não gosto de amarelo e muito menos de torradas. Usei porque achei que seria uma das únicas coisas que não doeria. Mas doeu, como doeu.
Doeu tirar suas roupas do armário e entrega-las para sua irmã. Doeu quando o olhar dela cheio de pena me encarava e as palavras dela tentavam me consolar. Ah, C. Como doeu.
Doeu todas as vezes que me perguntavam de você, quando tirei a aliança do dedo e as fotos da parede. Doeu você ter ido embora e doeu ainda mais você não ter se explicado ou despedido. Doeu toda vez que encontrei um amigo seu e ele me encarou com aquele mesmo olhar que a sua irmã.
Doeu de tantas formas, C. Doeu tantas vezes. Tantas que eu jamais saberia ou poderia numerar. Aprendi que assim como é impossível medirmos o quanto amamos alguém, também é impossível definir o quanto alguém pode nos fazer doer.  Doeu sim, c. E não foi pouco. Talvez ainda doa um pouco quando alguém fala seu nome ou pergunta de você.
Mas é aquela dorzinha, de como quando batemos o dedinho num móvel ou estamos com uma unha encravada. Costumo chama-la de dor de antigos amores. É como se fosse um aviso ou uma lembrança do quanto doeu. Para que eu lembre de cada vez que essa dor foi minha história inteira, de por quanto tempo eu fui definida pela dor de não te ter mais.
Agora eu estou bem, C. Como eu disse, ainda doí as vezes. E talvez sempre vá existir esse pedacinho de dor. Mas ela nunca mais será minha história inteira, será só uma pequena parte dela, assim como você.
Chayane Rodrigues
You're beautiful!
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Quando começamos a nos perder?

 

Quando foi que a gente deixou de ser nós e viramos eu e você?

Onde foi que começamos a nos perder?
Será que começou naquela viajem para Blumenau ou aquele dia que roubaram seu carro?

Ou foi muito antes disso ou muito depois? Eu não sei.

Mas nos perdemos um do outro lenta e gradativamente. Até que estar junto significava apenas estarmos no mesmo lugar. 

Já estávamos tendo outras vidas apesar um do outro.
Seu sorriso já não era o mais bonito para mim e você já não sentia mais tanta saudade depois de uma longa semana sem me ver. 

O fato de não andarmos mais de mãos dadas não incomodava, pelo contrario, parecia que nossas mãos não encaixavam mais.

Você perdeu o interesse em saber da minha vida e eu em te contar dela.

A verdade é que nenhum de nós tinha coragem o suficiente para falar e acabar logo com isso.

Até que um dia acordamos, olhamos um para o outro e sabíamos que tinha acabado. 

Existia carinho, bem querer e cumplicidade. Claro que existia. Mas não tinha amor.

Nos abraçamos fortemente, prometemos permanecer um na vida do outro e seguimos para caminhos opostos.

Talvez em algum dessas voltas que o mundo e a gente dá, a gente se reencontre e encontre aquilo que perdemos.

Enquanto isso, desejo que todas as voltas que o mundo e você derem sejam incríveis. Que você não se acomode e que faça todas aquelas coisas malucas que você dizia que queria saber. 
Seja feliz e não se preocupe que a felicidade tem sido minha grande amiga.

 

Chay Rodrigues, 20 anos, Curitibana, graduanda de Tecnologia em Comunicação Institucional, apaixonada por conhecer e escrever novas historias. (1)

São 142 dias

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fonte: http://blog.expovinis.com.br/

Como é possível sentir saudade depois de tudo? É o que me pergunto todos os dias.
E não é qualquer saudade, é daquelas que percorre cada pedaço meu, dos que conheceram você até aqueles que não tiveram tempo para isso.
É aquela saudade que começa as 05h45 de uma segunda antes mesmo do despertador tocar e continua até depois das 23h35 quando minha série termina. A saudade dorme, sonha e acorda comigo todos os dias.
São 142 dias que eu tento desaprender de ter saudade de você.  Que eu acordo pensando em você, mas logo trato de pensar em outra coisa, só pra não aceitar que você foi meu primeiro pensamento.  São mais que uma centena de dias tentando te esquecer com outros beijos, abraços e sorrisos.
As vezes funciona por boa parte do dia, então eu chego em casa e sinto sua falta desesperadamente. Mesmo depois de tudo, mesmo me sentindo péssima, eu sinto sua falta.
E sentada aqui tomando um vinho refinadíssimo que você me apresentou, tô sentindo sua falta. Torcendo para que em um desses 142 dias, você tenha sentido tanto a minha como eu tenho sentido a sua.
Chay Rodrigues, 20 anos, Curitibana, graduanda de Tecnologia em Comunicação Institucional, apaixonada por conhecer e escrever novas historias. (1)

03h58 de uma sexta-feira de dezembro

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São exatamente 03h35, chove lá fora e aqui dentro de mim também. Chove saudade de você, de tudo que tivemos e daquilo que eu imaginei pra gente.

Sinto saudade dos nossos dias que pareciam infinitos, sinto falta de encostar a cabeça no seu ombro no caminho de casa e ficar quietinha ali. O silêncio de um, sempre conversou muito bem com o do outro.

Sinto falta dos jantares naquele restaurante perto dos nossos trabalhos. Sinto falta de ouvir você contar da sua vida, do seu trabalho e de tudo que te chateava.
Detesto escutar uma piada nova e não poder te contar. É profundamente solitário almoçar sem escutar você reclamando da minha demora para comer ou pedindo um pedaço da minha sobremesa.

Sempre fui boa com o português, mas é terrível só poder conjugar o nosso plural no passando e tão difícil me conjugar e aceitar singular no presente.

É difícil imaginar uma vida onde a gente não existe, não conversa, não telefona, não janta, não sorri, não se conhece mais e não é plural.

Eu sinto falta de você e talvez isso seja só um grito nesse vazio que você deixou aqui.

Mas eu sinto.

São 03h58 de uma sexta-feira de dezembro e eu ainda sinto sua falta.
Onde quer que esteja, espero que sinta a minha também.

Chay Rodrigues, 20 anos, Curitibana, graduanda de Tecnologia em Comunicação Institucional, apaixonada por conhecer e escrever novas historias. (1)

Logo nenhuma célula minha amará você

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fonte: f-o-t-o-s.tumblr.com

Segundo pesquisas, as células do nosso corpo levam de cinco dias até dez anos para se renovarem. Algumas demoram bem mais que as outras. O fato é: todas elas renovam. Morrem e nascem outras no lugar. 

Hoje, cada célula do meu corpo é apaixonada por você. Sabemos que toda mudança leva tempo e que nem sempre o tempo corre como gostaríamos.

Daqui cinco dias, algumas dessas mesmas células que são apaixonadas por você, simplesmente não existirão mais. E daqui dez anos, segundo a biologia, nenhuma célula minha amará mais você. 

Nenhuma célula lembrará do seu gosto, toque ou qualquer coisa assim. 
Assim como minhas células vão te esquecer, logo meus pensamentos não serão mais sobre você.  Você será só um capitulo no passado da minha historia e não ela inteira.  Daqui um tempo, menos de dez anos espero eu, toda e qualquer célula do meu corpo terá esquecido você. 
Chay Rodrigues, 20 anos, Curitibana, graduanda de Tecnologia em Comunicação Institucional, apaixonada por conhecer e escrever novas historias. (1)

3 músicas de O Terno para você adicionar na playlist

Oi, gente! Como estão? Espero que bem!

Separei  minhas três músicas preferidas de O Terno para compartilhar com vocês.

Achei essas banda nas minhas navegadas pelo spotify da vida e me apaixonei.

Espero que gostem!!

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1- Ai, ai, como eu me iludo

Quando escutei essa música pela primeira vez, eu disse que sme duvidas o compositor descreveu minha vida sentimental haha Quem nunca, não é mesmo?

 

” Porque eu já fiz isso milhares de vezes, Como é que eu nunca aprendi a não gostar das pessoas tão rápido assim. Eu pensei que ia mudar e que estava bem claro. Depois dos erros e erros da ultima vez… Mas quando vejo me pego fazendo até planos de apresentar pro meus pais…To vendo filme demais. ”

2- Depois que a dor passar 

Essa é perfeita para aqueles momentos chatos que passamos na vida, quando achamos que não tem saída e nem fim. Nos faz acreditar num novo recomeço. ❤

 

” Mas há por vir muita beleza ainda. Você tem toda uma vida pra viver o que ainda nem chegou. E se não deu, vai dar. Ou paciência. Nem sempre o que a gente pensa, é realmente o que vai ser melhor.”

3- Deixa fugir 

Para finalizar aqueeeeele tapa na cara. De quem assim como eu, as vezes ( sempre) insiste em relações que acabaram ou em pessoas que já desistiram de nós muito tempo atrás…

 

” Ela não quer ficar aqui com você, ela provou do mundo além dessa porta e já não importa o que tente dizer. Vai ser feliz. Ela sem dúvida nenhuma está sendo, o mundo dela esteve sempre crescendo. Quem é você pra impedir? O que passou ficou marcado e ninguém vai apagar. Um dia ela foi feliz do seu lado, hoje ela precisa de mais… Mais que você.”

 

Espero que tenham gostado das músicas e agregado alguma delas nas suas playslist’s. Eu sou bem suspeita pra falar, já que escuto quase todos os dias haha!

Me contem o que acharam nos comentários!

Até a próxima!  

Chay Rodrigues, 20 anos, Curitibana, graduanda de Tecnologia em Comunicação Institucional, apaixonada por conhecer e escrever novas historias. (1)

 

Hoje você é só um cara qualquer

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fonte: fideminvita.wordpress.com

Depois de longos meses o destino decidiu cruzar nossos caminhos outra vez. Era quase onze da noite quando entrei naquele bar de esquina na Vicente que costumávamos ir. Você como sempre estava sentado na frente do bar, tomando sua boa e velha tequila, acompanhado de uma mulher que você deve ter conhecido por algum amigo ou naquelas baladas que você frequenta.

Passei despercebida e sentei bem lá no fundo. E foi como se um filme passasse na minha frente.  Já fui a mulher que você trouxe pra esse bar, que beijou sua boca com gosto de tequila e que escutou até quatro horas da manhã os dramas da sua vida. Olho pra você usando por coincidência, a mesma roupa que usou quando me trouxe aqui pela primeira vez e vejo que você é um desconhecido.

Não, eu não tive uma perca de memória bruta ou recente. Eu  só não conheço você, nunca conheci. Me apaixonei pela idealização que criei de você. Era como se você fosse diferente de todos os outros que já me relacionei.  O seu jeito de falar, de tentar entender a vida, seu afeto por mim. Tudo parecia ser real, mas nunca foi.

Tô parada aqui tentando lembrar se em algum momento você foi verdadeiro comigo. Se alguma daquelas nossas conversas nesses mesmo bar foram reais, se pelo menos por algum tempo você sentiu o que dizia sentir e se você sentiu minha falta como dizia que sentiria se um dia não existisse mais nós. Tô tentando olhar pra você e ver um pingo de verdade que seja, mas confesso que é difícil.

Seu sorriso é mecânico e seu olhar distante e vazio. Estou tentando te reconhecer, baby.
Nesse mesmo bar, você me deu um universo de possibilidades, das quais você não teve interesse em viver nenhuma. Você nunca me prometeu nada, eu entendo. Mas também nunca me motivou a desacreditar. Você nunca quis se envolver, criar laços e sentir o coração esquentar. Você queria ser só uma brisa passageira, daquela que não deixa rastro. Optou por passar na minha vida e não permanecer.

Você queria me dar um pouco de tudo que poderíamos ter, porque era conveniente. Mas isso era pouco pra mim, tudo que você me deu sempre foi pouco.
Amanhecer com você nesse bar, saídas escondidas e ser apresentada como sua amiga. Era pouco.

E olhando agora, cheguei a conclusão que o cara pelo qual me apaixonei nunca existiu.
Talvez eu nem saiba seus medos reais, se suas historias são verdadeiras e se você realmente não fala com seu irmão. Eu nunca conheci você.

E hoje a realidade é que você é só um cara qualquer nesse bar, tomando a mesma tequila de sempre e prometendo um universo de possibilidades das quais não vai querer realizar nenhuma.

Chay Rodrigues, 20 anos, Curitibana, graduanda de Tecnologia em Comunicação Institucional, apaixonada por conhecer e escrever novas historias. (1)